Eficiência de investimento em mídia paga (CPA, ROAS, Share of Voice)
Toda empresa que investe sério em mídia paga sabe o que é CPA.
Custo por aquisição. A métrica que define se a campanha está ou não funcionando. O número que aparece em todo relatório, toda reunião, toda apresentação de resultado.
Mas tem uma pergunta que raramente aparece junto com o CPA: quanto dessa demanda você está capturando? E quanto está deixando para o concorrente?
Essa segunda dimensão tem nome: Share de Impressões (ou Share of Voice, no contexto de mídia).
E ela muda completamente a leitura do que é uma campanha eficiente.

O problema de otimizar só pelo CPA
Imagine dois cenários:
Cenário A: sua campanha tem CPA de R$ 8,00. Você está feliz. Cenário B: o mercado cresceu 15% em volume de buscas. Seus concorrentes aumentaram o investimento. Você ficou estável em budget.
Resultado: seu CPA continuou R$ 8,00 — mas seu Share de Impressões caiu de 14% para 8%. Você está convertendo com eficiência, mas perdeu relevância de mercado.
O algoritmo de leilão não premia quem mantém. Premia quem cresce.
O que os dados nos mostram
Em categorias competitivas de alto volume, observamos um padrão consistente: quando o investimento agregado da categoria cresce e o ad depth (densidade de anúncios) aumenta, os custos por clique sobem para todos.
Quem sobrevive com eficiência nesse cenário são os players que combinam duas alavancas:
- Estratégia de marca — para reduzir a dependência de leilão e criar demanda direta. Inteligência de
- Share of Voice — para saber exatamente quando avançar, quando sustentar e quando o concorrente está recuando.
Essa segunda alavanca é subutilizada de forma impressionante. A maioria das equipes de marketing olha para dentro (meu CPA, meu ROAS) e raramente olha para o mercado (minha cobertura de cliques versus a do setor).
Os três cenários de atuação que usamos com nossos clientes
Na Tagg One, quando trabalhamos o planejamento de mídia para grandes contas, sempre apresentamos o que chamamos internamente de “mapa de ambição”:
- Participar: equiparar o share de impressões a players médios do mercado, com investimento otimizado para CPA.
- Competir: avançar sobre os concorrentes principais, aumentando cobertura nos momentos de maior sazonalidade.
- Liderar: tornar-se top of mind na categoria, com investimento consistente que crie barreira de entrada para novos players.
Cada nível tem um custo diferente. Mas o ponto central é este: a decisão de qual nível ocupar não pode ser puramente financeira. Ela precisa ser estratégica.
Um cliente que investe R$ 5M com share de 1% está em posição radicalmente diferente de outro que investe R$ 5M com share de 10%. O retorno é o mesmo no curto prazo. O posicionamento competitivo, não.
O que isso significa para você
Se você é CMO de uma empresa que compete em categorias com alto volume de busca, eu te desafio a responder três perguntas:
- Qual é o seu Share de Impressões atual versus os dois principais concorrentes?
- Em quais meses do ano você perde cobertura — e o que acontece com seu CPA nesses períodos?
- Quando o mercado recua (sazonalidade negativa), sua marca avança ou recua junto?
As respostas a essas perguntas valem mais do que qualquer otimização de lance que sua agência vai apresentar na próxima reunião.
Eficiência não é pagar menos por lead. É capturar mais demanda com o mesmo investimento — e crescer posição relativa enquanto o concorrente dorme.
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